domingo, 27 de fevereiro de 2011

O BAÚ DE ZÉ FELIZARDO E AS COISAS DE FLORÂNIA


O blog esteve hoje(27/02/11) na residência do maior colecionador das COISAS DE FLORÂNIA, o nosso amigo José Felizardo Neto (Zé Felizardo).


Aproveitamos o momento e formamos uma parceria real e virtual para juntos divulgarmos todo o acervo político, histórico e cultural do seu baú.




Em breve estaremos postando a mais nova categoria das Coisas de Florânia: O BAÚ DE ZÉ FELIZARDO.




Zé Felizardo, Domingos Toscano(Didi) e Junior Galdino



Aqui estamos pousando com Zé Felizardo ao lado de uma pequena amostra do seu acervo, merecendo destaque um gravador SANYO onde ele registrou em FITA K7 comícios das eleições para prefeito de 1982 e outras.


Zé Felizardo estendendo sua bandeira quando foi candidato a vereador em 1982.




Fotos e texto por Junior Galdino

Resgatando a história de nossa infância



Outro dia ao ver uma matéria neste blog postada pelo meu compadre Junior Galdino de autoria do Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva, sobre  o choque de gerações, lembrei da questão dos brinquedos, revirei meus arquivos da faculdade e encontrei um projeto de iniciativa da professora Lucimar de currais Novos ministrado na disciplina de Educação infantil na Turma 2008.1 da UVA, da qual faço parte com muito orgulho.

Nesse projeto tratamos de resgatar a importância dos brinquedos da infância de nossos pais e porque não dizer da minha também.

Tal projeto teve sua culminância no Parque da cidade onde foram apresentados as crianças diversos brinquedos de época, como a roladeira, a pipa, a bola de meia, brincadeiras, cantigas de roda e outras.



O mais interessante foi a forma como as crianças participaram das brincadeiras, com interesse de saber como brincar com tais brinquedos, como teriam sido feitos e a alegria radiante dos pais em poder compartilhar com seus filhos aquele momento.

Fica aqui o agradecimento a todos que participaram deste acontecimento  ímpar e em especial a Professora Lucimar por proporcionar tamanha alegria a todos que se envolveram neste maravilhoso evento.

Texto e foto por Domingos Toscano.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

FLORÂNIA, A FLOR DO SERIDÓ



Certo dia estava eu rodeado de gente curiosa, os turistas que de vez em quando aparecem por aqui em Florânia.


Entre passeios, explicações, revelações e curiosidades eis que um deles, um senhor de mais ou menos uns 55 anos, branco, olhos pretos, cabelos grisalhos e com um leve tom de ironia indagou-me acerca da origem do nome do nosso município. “Meu rapaz, já olhei para um lado, olhei para outro e até agora não vi nenhuma quantidade significativa de flores para chamar sua cidade de CIDADE DAS FLORES. Onde estão estas tão famosas flores que não vejo”?


Nessa hora “o sangue subiu para a cabeça”, “as zureia isquentaro” e a resposta saiu de dentro do coração.


“Desculpe-me a sinceridade, mas o senhor está equivocado e muito mal informado, pois nossa querida Florânia não é a terra das flores. Ela é mais do que isso: é a PRÓPRIA FLOR DO SERTÃO DO SERIDÓ, porque nenhuma outra cidade do Rio Grande do Norte tem sua história enraizada nas flores do Bugi Vermelho e da Rainha do Prado.”


Por isso sempre falo que FLORÂNIA É A CIDADE FLOR DO SERIDÓ. Porque melhor do que ser das flores é ser por si a própria FLOR.


Foto e texto por Junior Galdino

A NOVA ARQUITETURA DE FLORÂNIA - 3º olhar


A Nova Arquitetura de Florânia é uma série do Blog Coisas de Florânia, tendo por objetivo enaltecer as construções contemporâneas do município.


Ao término da série iremos postar um texto abordando uma analogia do passado e o contemporâneo sobre as construções das COISAS DE FLORÂNIA.


Foto e texto informativo por Junior Galdino 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O DESAFIO DAS COISAS DE FLORÂNIA ESTÁ DE VOLTA



No início do Blog www.coisadeflorania.wordpress.com nós postamos um desafio sobre as COISAS de nossa cidade  e agora estamos mais uma vez lhe desafiando.


VOCÊ CONSEGUE descobrir as Coisas de Florânia? 


Então descubra que rua e quais casas são essas, no final dos anos 20, Século XX !

DICA - Ano da foto 1929


E o blog  ainda pergunta: Por que as pessoas da foto estão pousando para a objetiva do fotógrafo?


Que momento histórico era esse para AS COISAS DE FLORÂNIA?

E AÍ, VOCÊ CONSEGUE?

Reprodução da foto por Junior Galdino

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

FLORANIENSES SÃO DIPLOMADOS PELA IFRN

Retirado do Blog - www.claudianosilva.com


O blog destaca nesta semana os floranienses que foram graduados pelo Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia – IFRN. A solenidade foi realizada nesta terça feira (22), no auditório da IFRN no campus de Currais Novos. A turma de Técnico em Alimentos foi intitulada Doce, Dedicada e Divertida, e teve como Patrono o ex-prefeito de Currais Novos, o Sr. Zé Lins.


 


A floraniense Raíssa Emanuelle recebeu o diploma de Técnico em Alimentos das mãos do ex-prefeito de Currais Novos Zé Lins, Patrono da Turma. Raíssa é filha de Rozimário Lopes de Lima e da Educadora Rita de Cássia Freire. 


 Outra floraniense que recebeu o diploma de Técnico em Alimentos foi  a jovem Francinelly Gomes que é filha do casal Francisco de Assis, conhecido como Putico e da Senhora Socorro Gomes. 


 


O formando Igor Wescley Silva de Freitas recebeu o diploma das mãos do Coordenador dos Cursos Técnicos Integrado em Informática e Subseqüente em Sistema de Informação, Francisco das Chagas da Silva Júnior. O jovem Igor é filho da Educadora, Joana D'Arc Silva e Francisco Telmo de Freitas (in memoriam).


 


O blog parabeniza a todos os diplomados pela IFRN e deseja muito sucesso em suas vidas profissionais.


(Reprodução autorizada mediante citação do Blog do Claudiano Silva)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

CIZIM - UM ETERNO LUTADOR VITORIOSO


Fotos: Blog do Ricardo Morais(veja também nesse blog uma matéria completa sobre o jovem Francisco de Assis - nosso Cizim)


Os sorrisos de filho e mãe, como também o tamanho da foto ilustram toda felicidade de uma vitória pessoal e profissional. Faz parte também desse universo de vitórias Dona Glória Nobre a maior incentivadora, patroa e amiga de Francisco de Assis.



Fugir do mundo da exclusão social sempre norteava Cizim. Filho de família humilde e simples, mas honesta.


Parabéns meu amigo! Eternas Vitórias.


Por Junior Galdino

CHOQUE DE GERAÇÕES


Sou de uma geração que para telefonar era necessário ir até ao único posto de telefonia da cidade, “antigamente” denominado de Posto da “telern”, a não ser que houvesse telefone fixo na casa de algum parente ou vizinho. O acesso à comunicação era restrito às classes mais abastadas, à elite política ou às famílias dos grandes fazendeiros da região. Havia poucos orelhões espalhados pela cidade à base de fichas telefônicas. A comunicação era, com isso, mais lenta por que menos acessível, por isso menos democrática. Minha geração, hoje chamada popularmente de geração “x” viu a TV preto e branco, em cores era uma raridade. Esta geração valorizava muito mais a reflexão, a concentração e o foco.


Sou de uma geração que viu nascer e popularizar-se o computador residencial e até móvel, porém ainda não existia internet, tampouco uma grande rede de pessoas que se comunicam imediata e virtualmente pelo “orkut”, “facebook”, “twitter”, “MSN”... Vi, vivi e cresci um pouco em meio a um mundo analógico e com menos interatividade, onde as brincadeiras de crianças eram nas ruas, os jogos eram sensíveis e manuais. Hoje, não só o mundo virtual é uma realidade, mas a própria realidade vem traduzida pelo virtual. Virtual e real se confundem, fundem-se, misturam-se a ponto de não sabermos em que mundo, afinal, estamos vivendo. Os jogos, o entretenimento das crianças, dos jovens e adultos são absolutamente virtuais que independem cada vez mais de um parceiro humano.


Sou de uma geração em que os amigos eram mais ouvidos, não as máquinas. Estamos rodeados de máquinas. Máquinas e eletrônicos por todos os lados. É curioso, houve um tempo em que pouco recorríamos às máquinas, mas hoje, quase não vivemos sem elas. Ah, as máquinas passaram de ferramentas secundárias para ferramentas essenciais em todas as áreas da vida humana. Para não esquecer, agora a pouco, da varanda da minha casa vi passar quatro jovens juntas que, certamente, iam para a praça da cidade, mas todas, sem exceção, portavam aparelhos celulares ou “ipods” com seus fones de ouvido. Pergunto-me: Conversavam? Se sim, por que não se livravam um pouco dos aparelhos enquanto conversavam? Se não, o que estavam fazendo juntas? Esta é um pouco a confusão dessa geração: gosta de fazer tudo ao mesmo tempo. Chamam a esta geração de “y”.


Engraçado, de dentro da geração “x”(Bill Gates) nasce a geração “y”. Com a mega empresa capitalista de informática “Microsoft”, o mundo começa a nascer vislumbrado pelo desenvolvimento da internet, também da geração “x” com origens na guerra fria.


Sou da geração que viu e fez nascer a internet.


Sou da geração que viu e fez nascer os celulares ou telefonia móvel.


Sou da geração que viu e fez nascer os “ipods” e “ipads”.


Sou da geração que viu e fez nascer os “notebooks”.


Sou da geração que faz uma coisa só de cada vez.


Sou da geração obcecada por conhecimento.


Sou da geração “x” que viu a “y” nascer, a qual não me viu nascer. Porém, tal como o presente que funde passado e futuro, assim são as gerações que se fundem numa só, dispostas a viver num mundo diferente, aberto à aventura do novo. Um novo mundo que, embora seja estranho para alguns, torna-se possível. Tanto é possível que agora, no hoje da minha história, vejo-me assistindo ao filme numa LCD, ao mesmo tempo em que atualizo meu blog e também meu twitter na internet que, simultaneamente, converso com minha esposa e, depois atendo ao celular que toca sem parar. Oh, ainda não acabou, não me dou por satisfeito, pois consigo comer um pedaço de pizza enquanto faço tudo isso, pois é o meu aniversário.


Parabéns pra você, da geração “x”, que não se perdeu na geração “y”!!!


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva


Licenciado em Filosofia pela UERN e


Especialista em Metafísica pela UFRN.


Páginas na internet:


www.umasreflexoes.blogspot.com


www.chegadootempo.blogspot.com


www.twitter.com/filoflorania

Velhos Tempos, Grandes Amizades.

[caption id="attachment_922" align="alignnone" width="590" caption="por Domingos Toscano(Didi). Paixão de Cristo 1992. Na foto Jucilene, Lúcia Galvão, Zwingla, Edeni, Geni, Zezé, Domingos e Adriana."][/caption]

Revendo esta foto me veio a lembrança a figura do saudoso Zezé, sempre amigo, disposto a escutar e dar conselhos ao próximo, sem esquecer essa galera maravilhosa que apresentava a Paixão de Cristo. Abraço a todos.

4.000 ACESSOS DAS COISAS DE FLORÂNIA



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

PAZ PARA MEU AMIGO!

Muita Paz para Você



Psiu...


Você mesmo, que está aí olhando...


Que tal uma paradinha para refletir... e refletir sobre você ...


Pensar em tudo de bom que existe aí dentro desse coração!


Saiba que você é uma pessoa maravilhosa, capaz de fazer muita coisa boa, útil e expressiva, e que no seu coração estão guardadas coragem e confianças suficientes para realizar seus desejos.


Mas não se esqueça, de buscar em cada minuto de seus dias, motivos de alegria e esperança, não se importando com as situações adversas que aparecem.


Você deve escolher ser feliz e tornar isso possível, com pensamentos positivos, não perdendo nunca o entusiasmo pela vida e pelo amor, mas principalmente, tendo a certeza de que Deus sempre abençoa quem ama e quem faz da vida um prazer.


Um dia maravilhoso com muita Paz para você!

O UNIVERSO ZOO DAS COISAS DE FLORÂNIA






Como qualquer outra cidade do interior sertanejo as pessoas retratam a fauna nos apelidos atribuídos aos moradores locais. Florânia não foge a essa regra. Eis aí uma pequena amostra desse universo ZOO das Coisas de Florânia.




  1. AZULÃO




  2. BESOURO




  3. BESOURO DE LUZ




  4. BICO DE PATO




  5. BOCA DE PEIXE




  6. BODE ROCO




  7. BODETE




  8. BODINHO




  9. BORBOLETA




10.  BURRA PRETA


11.  BURREGA BÉ


12.  CABOCO


13.  CABRINHA


14.  CAÇOTE


15.  CANÁRIO


16.  CANCÃO


17.  CHICO COELHO


18.  CHICO GAVIÃO


19.  CHICO LAMBÚ


20.  CHICO MOCÓ


21.  CHICO SABIÁ


22.  DA BURRA


23.  FEROZ


24.  GATO


25.  GATO DE PACARÁ


26.  GOLINHA


27.  GORETE LAMBÚ


28.  GUINÉ


29.  JACARÉ


30.  JUPI


31.  MANOEL CARCARÁ


32.  MANOEL GABIRÚ


33.  MANOEL URUBÚ


34.  MARIA PERIQUITO


35.  MOSCA NO LEITE


36.  O TOURO


37.  OLHO DE BURRA


38.  PAPA SEBO


39.  PEBA


40.  PEIXINHO


41.  PERIQUITO


42.  PERUCA DE LEBRE


43.  PIABA


44.  PINTO


45.  PIRU


46.  QUARTO DE CURURU


47.  RÃ


48.  RAIMUNDO CAMALEÃO


49.  RATO


50.  RITA CACHORRÃO


51.  ROLA


52.  ROLA BRANQUESA


53.  ROLINHA EMPAPADA


54.  TAMANDOÁ


55.  TAPURU


56.  TETEU


57.  TRAÍRA


58.  VELUDO


59.  XEXÉU


60.  ZÉ BODE


61.  ZÉ CAMARÃO


62.  ZÉ DA PORCA


63.  ZÉ DA ROLA


64.  ZÉ DAS CACHORRAS


65.  ZÉ GAMBÁ


66.  ZÉ LEÃO, etc.


A nossa homenagem as essas figuras folclóricas das nossas coisas.

Por Junior Galdino

A CORAGEM DE UM POVO E A FORÇA DE UMA CANÇÃO


Foto e Texto por Junior Galdino


Durante a 2ª Guerra Mundial o Brasil teve um papel importantíssimo para a Paz Mundial.


O Rio Grande do Norte serviu como ponto estratégico geográfico sendo considerado com sua capital Natal o “Trampolim da Vitória”. Nesse contexto Florânia surgia como a cidade norte-rio-grandense que mais enviava homens para guerra.


No dia 08 de maio de 1986 os nossos HERÓIS, conhecidos como pracinhas, receberam uma linda homenagem da prefeitura municipal. Na época o prefeito Nicomar Ramos de Oliveira organizou uma festa cívica com desfile militar, contando com a participação dos ex-combatentes floranienses e convidados, banda de música na rua tocando a Canção do Soldado, por fim, a inauguração de duas placas que estão até hoje no obelisco da Praça da Bandeira.  Nessas placas estão escritos os nomes dos pracinhas de Florânia.


Talvez os namorados que sentam próximo ao obelisco em homenagem aos nossos HERÓIS não saibam que ali bem pertinho deles estão os nomes dos homens que enfrentaram o inimigo e que arriscaram suas vidas pelo amor a sua terra natal e pela paz mundial.


 Abaixo estão as escritas das placas em homenagem aos VERDADEIROS HERÓIS BRASILEIROS.


Placa 1


Florânia homenageia seus filhos heróis da 2ª Guerra Mundial.


1944 – 1945


Relação nominal dos veteranos da FEB filhos do município de Florânia.


CELSO CAETANO DE ASSIS


EDMUNDO PINHEIRO DE ARAÚJO


INÁCIO JOSÉ DE MEDEIROS


JOATAN COMERGUNDO DE ARAÚJO


JOSÉ DEMÉTRIO GARCIA


LINO VICENTE DE ARAÚJO


LUIS HEMENEGILDO PEREIRA


MANUEL FERNANDES FILHO


PEDRO NOBRE DE MEDEIROS


PLÁCIDO TOSCANO DE MEDEIROS


SEBASTIÃO ELOI GALVÃO


SEBASTIÃO ROSENDO DA SILVA


SEBASTIÃO SOARES


SEBASTIÃO THEODORO DA CRUZ


TELÉSFORO DE MEDEIROS


TOMAZ TOSCANO DA MATA


VIRGINIO VIEIRA DA SILVA


 Placa 2 – Parte de baixo


Florânia sente-se orgulhosa em ser mãe daqueles que guardaram as costas do atlântico para garantir a defesa da pátria, durante a segunda Guerra Mundial. FEB, 1944 -1945


ANTÔNIO SEVERO SOBRINHO


ELÓI DE SOUZA


FAUSTO TOSCANO DE MEDEIROS


FEBRÔNIO PEREIRA DE ARAÚJO


FRANCISCO BENEDITO SOBRINHO


FRANCISCO PAULO SOBRINHO


HOMERO ALVES DE MEDEIROS


HORÁCIO BARBOSA DO NASCIMENTO


INÁCIO FERREIRA DE MORAIS


JACINTO RIBEIRO DA COSTA


JOÃO SEVERO SOBRINHO


JOSÉ FELIX DANTAS


JOSÉ NAZARENO CRUZ


JOSÉ PAULINO DE SOUZA


JOSÉ PEREIRA DE BRITO


JOSÉ XAVIER CAVALCANTE


JÚLIO MARCELINO DE MEDEIROS


JUSTINO LAURENTINO DE ARAÚJO


MANUEL BASÍLIO DE MORAIS


MANUEL DEMÉTRIO


MANUEL SORIANO PEREIRA


MIGUEL BATISTA DE ARAÚJO


RAIMUNDO INÁCIO DA SILVA


SEBASTIÃO MENEZES DO AMARAL


SEVERINO EDUARDO DE ARAÚJO


TOMAZ GALDINO SOBRINHO


TOMAZ PEREIRA DA SILVA


VITORIANO PEREIRA DE SOUZA


Homenagem aos ex-combatentes 08 de maio de 1986


Estou postando abaixo um clip com a música Canção do Expedicionário, Letra: Guilherme de Almeida e Música por Spartaco Rossi.


Naquela batalha, acredito que não teria sido necessário disparar nenhuma bala, nem derramar nenhuma gota de sangue. Bastava apresentar a letra desta canção, que os próprios inimigos deixariam a guerra e viriam correndo conhecer nosso lugar.


Desculpem se minha colocação é delirante e utópica.


Então VIVA AOS NOSSOS VERDADEIROS HERÓIS.



http://www.youtube.com/watch?v=ko5wpwb8WL0

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A CRISE DA MEMÓRIA NA EDUCAÇÃO


A tão badalada decoreba está com os seus dias contados no universo de nossas Escolas! Estamos como que decretando a morte da memorização no ensino-aprendizagem dos alunos. Durante muito tempo, este método levou muitos alunos a sofrer nos bancos das Escolas e Universidades, dificultando muitas vezes formar uma consciência crítica e aberta à imaginação, à criação.


Com o avanço da tecnologia e com as novas mídias ocupando o tempo e o espaço de nossas vidas, memorizar informações parece ser quase desnecessário hoje em dia. Vivemos uma crise da memória principalmente na educação. Mais ainda, estamos a mercê de inúmeros recursos que nos eximem de vasculhar os anais de nossa memória. Se queremos guardar dados que iremos precisar futuramente, utilizamos várias alternativas tais como: cds, dvds, pendrives, HDs externos ou nosso próprio PC com memórias gigantescas.


Esse assunto tem a ver com o famoso tempo no qual estamos vivendo, a era das informações velozes. Estamos pulverizados de informações a todo instante. Quando menos esperamos, somos logo acometidos por uma enxurrada de informações que nos colocam de imediato no contexto. Seria como se o virtual nos pusesse de volta no real. Que coisa! À medida que somos tomados pelo virtual, vem logo uma informação e nos derruba para o real.



Estava estes dias, por ocasião do dia do Repórter, assistindo a uma entrevista do jornalista Tino Marcos da Rede Globo, no Programa “Redação Sportv”, ao afirmar que o repórter, diferentemente de há vinte anos, não tem mais tanto prazer em ir atrás da notícia, do fato, do ocorrido. Isso já não importa tanto, pois as informações, as notícias estão chegando rapidamente via celular pela internet ,“on line”, 24 horas por dia, sem que se precise correr aonde elas estão. Mas o desafio do repórter hoje mudou, é importante agora sua competência no contar bem a história. Aquele que contar melhor a notícia sai na frente e sua matéria sai estampada nas principais páginas dos jornais, sites e blogs.



Ora, se na imprensa muita coisa mudou com o avanço das mídias, o que dizer então da Educação, uma área que se alimenta de conhecimento, de dados informativos para o ganho formativo da humanidade.



Como disse, as informações em nosso dia a dia estão cada vez mais disponíveis na memória de um aparelho celular, no PC e no “google”. Sendo assim, qual o destino de nossa própria memória? Para que decorar uma imensa quantidade de dados, se o acesso às informações está mais democrático, e se podemos contar com aparelhos de memórias portáteis?



Frente a isso, a Dra. em Filosofia e Educação Viviane Mosé discute com propriedade as imensas transformações que caracterizam o mundo contemporâneo e quais a suas inferências na Educação. Afinal, o que se torna fundamental aprender? Que tipo de conteúdos a escola deve ensinar?



Para Viviane Mosé, numa sociedade em que cada vez mais as máquinas fazem o trabalho manual e mental, resta a atividade em que o homem é imprescindível e essencial: criar. Inovação, criatividade, atitude, são moedas de alto valor na sociedade que se configura. Além disso, com as constantes inovações, próprias da era tecnológica, é fundamental aprender a aprender, para que o processo educativo permaneça depois da escola. A invasão de informações também deve ser filtrada e processada, por isto é essencial desenvolver métodos de pesquisa. Estas são algumas das inúmeras questões que precisamos pensar, quando educamos no mundo contemporâneo.



Portanto, a memória ou a decoreba não é mais um sinal de avanço na Educação, porque há aparelhos que agora fazem esta função com muito mais qualidade, no entanto é fundamental educar para os valores, educar na formação da opinião e na criação de conceitos necessários à vida em todos os seus aspectos. Uma máquina não pode valorar, criar, imaginar, inovar, ter atitudes. Isso sim, ela não pode fazer: Que seja possível formar um homem sábio!



Prof. Jackislandy Meira de M. Silva.
Licenciado em Filosofia pela UERN e Especialista em Metafísica pela UFRN.
Fonte: www.umasreflexoes.blogspot.com

No Sufoco Mengão passa pelo Botafogo

SOMOS TODOS NORDESTINOS IRMÃOS

Amanheci e lembrei-me de um clip recheado de personagens nordestinos, como Herbt Viana, Zé Ramalho e outros.

O clip é da música Mormaço onde se fala da dimensão do nosso país e outros assuntos.

As Coisas de Florânia são assim, como hoje que está nublado esperando as gotículas de água descerem do céu e se encontrarem com esse chão tórrido, seco e quente.

Tenham um bom dia, POVO NORDESTINO DAS COISAS DE FLORÂNIA.

Por Junior Galdino
http://www.youtube.com/watch?v=OyXez3vQgUk

sábado, 19 de fevereiro de 2011

FRASE DO DIA

"Sem a música, a vida seria um erro." (Friedrich Nietzsche)


ENKRENKAS E O CELULAR





 



Alô!!!


Oi! Tudo bem por aí?


Sim! Aqui está ótimo. Vamos brindar?


TIM, TIM...


Pois é que pena nosso ENKRENKAS não está mais VIVO nesse carnaval.


Mas é CLARO que eu não quero falar sobre isso e sim chamar atenção para foto acima.


Observe bem ... Já viu?


Muito bem!... “Você é o cara”.


Isso mesmo o ENK foi o responsável pela instalação da telefonia móvel de Florânia.


Essa foto foi tirada no dia dos 15 anos do bloco.


Parabéns aos Blocos de Florânia e que façam um batizado LEGAL para o Turubão que já nasceu!


Ingredientes para o batizado: lama, cinzas, água, mel, farinha e muita cerveja!


Acesse – www.carnavalemflorania.com.br                   


Por Junior Galdino


Foto – Arquivo Pessoal de João Batista

O HÁBITO DE FOTOGRAFAR OS MORTOS TAMBÉM TEM LUGAR NAS COISAS DE FLORÂNIA



Uma outra tradição floraniense que está desaparecendo é o hábito, um tanto diferente/estranho, de fotografar os mortos deitados no caixão, momentos antes de serem sepultados. Não se sabe ao certo como surgiu tal tradição, mas é sabido que essa cultura faz parte do povo europeu, em especial o povo polonês, que tem o costume de registrar o último adeus dos seus entes queridos.




Nossa querida Florânia recebeu uma influência muito forte da cultura polonesa trazida pelo nosso saudoso Cônego Estanislau Piechel, que era polonês. Mas não queremos ressaltar aqui a origem dessa cultura, e sim, a constatação do seu desaparecimento. O que evidenciamos nessa postagem é apenas o fim da cultura de imortalizar a figura de um parente ou amigo querido através de um registro fotográfico.


Assim são feitas as COISAS DE FLORÂNIA pelo seu povo e para seu povo.


Por Junior Galdino


Fotos - Arquivo Pessoal Luzia Cosme

O Som da Difusora das Coisas de Florânia

Aqui nossa homenagem a Zé Damasceno, Manoel Nazareno, Reginaldo(Reu), Cocota, Leniel Fernandes e tantos outros que passaram pela difusora da prefeitura municipal. Que Saudade!

Aqui fica registrado a canção de Benito di Paula - Meu Amigo Charlie Brown, que tanto tocou na difusora.
http://www.youtube.com/watch?v=9SWpT5t90-s

A NOVA ARQUITETURA DE FLORÂNIA - 2º Olhar

Foto Junior Galdino

LEMBRANÇA DA FESTA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS:uma das Coisas de Florânia


Há uns 30 anos atrás, todos os devotos floranienses se preparavam o ano todo para a festa de Nossa Senhora das Graças. Escolhiam suas melhores vestes para a grande noite do encerramento da festa social e das novenas do dia 26 de novembro. Tudo se transformava em festa: o leilão que era animado pela banda de música regida pelo saudoso Maestro Marciano Ribeiro da Costa, o Carrossel e as Canoas de Chico do Saco animados por seu Raul e seu fole de oito baixos, além das vendas de guloseimas como os alfenins e puxas de Dona Diana. Tudo isso misturado ao reencontro de amigos e parentes. 


Em meio a tantos atrativos tinha um, em especial, que hoje ficou um pouco esquecido: A FOTOGRAFIA DA FESTA, uma espécie de lembrança daquele dia único no ano. Quase todas as pessoas que tinham alguma condição financeira ou quando sobrava um “tostão” a mais eram fotografadas em pose única e uniforme, em pé. As crianças sempre posavam em um cavalinho de brinquedo, eternizando o nosso vaqueiro.


Hoje tirar uma foto na noite da festa não tem o mesmo simbolismo, tão pouco a mesma conotação. No entanto, ainda podemos ver esse tipo de registro, embora um pouco moderno, através da montagem de chaveiros personalizados que ficam prontos, em poucos minutos, num pequeno estúdio fotográfico montado ao lado da igreja matriz, no dia do Pavilhão das Graças.


A fotografia acima personifica a fé, retratada no fundo do cenário, e a união da família sertaneja. Convém destacar ainda o papel do fotógrafo como testemunha de uma época e “escriba visual” das COISAS DE FLORÂNIA.


Na fotografia estão retratados: Antônio Toscano, sua esposa Maria de Lourdes, seus filhos Carlos Alberto(adotivo) e Ana Elita .


Por Junior Galdino


Foto: Arquivo Pessoal de Luzia Cosme

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Carnaval só com PROTEÇÃO


ENTÃO É ISSO. CARNAVAL TÁ AÍ. USEM CAMISINHA E SE BEBER, NÃO DIRIJAM, NINGUÉM MERECE SER ATROPELADO POR UM BÊBADO SEM NOÇÃO EM PLENO CARNAVAL.

 

Saiu no Blog de Claudiano Silva. Obrigado!

12 de fevereiro de 2011


Um outro olhar sobre Florânia



O Blog recém criado pelos educadores Junior Galdino e Domingos Toscano (Didi), Coisas de Florânia  vem divulgando as historias, as belezas, as culinárias, a cultura, e principalmente a simplicidade do nosso povo.










Junior Galdino



Histórias, contos são em abundância na nossa terra. Essas são as "Coisas de Florânia" de valor sem igual, das coisas mais simples, à  mais marcantes, é que o blog está fazendo, divulgando e mostrando a verdadeira Florânia. São de simples gestos como este que nasce um novo olhar sobre a cidade, é assim as "Coisas de Florânia".


Aqui fique registrado o nosso agradecimento :

Nós que fazemos as COISAS DE FLORÂNIA, agradecemos de coração ao amigo blogueiro, primo e tripeiro Claudiano Silva, pela sensibilidade das palavras e sua clareza.
AS COISAS DE FLORÂNIA AGRADECE!

www.claudianosilva.com   - Lá também existe coisas de Florânia.











Domingos Toscano (Didi)


A BAILARINA DAS COISA DE FLORÂNIA

UMA SINGELA HOMENAGEM A ALTINA


 www.coisasdeflorania.wordpress.com




A BAILARINA


 


Altina! Que bela menina


Sonhava ser bailarina,


Mas não deu.


Oh! Que ilusão


Sentindo no coração,


A vontade de bailar


Parecia silhueta


O seu corpo a dançar


Tudo era proibido.


Viajou no mundo à fora,


Sempre sonhando,


O sonho de infância


E hoje aos 80 anos


Parece criança!


Com toda vivacidade


Dança, desfila, requebra


Parece até brincadeira


Nos arraiás é a primeira


Anima até carnavais


É um exemplo de vida


Bastante extrovertida


Para ela, saúde e paz!


 


Por Aparecida Lúcio


 



Foto - Arquivo pessoal João Batista. O mesmo pousando ao lado da sua querida amiga.

"TV CORETO" O BUGI DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO.

[caption id="attachment_822" align="alignnone" width="590" caption="Por Domingos Toscano(Didi). Recorte extraído do Jornal Bugi, out. 1978. Fonte: inforside"][/caption]

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Te amo Florânia


Te amo Florânia
Pela miscigenação de tuas raças,
Pelas flores de tuas praças,
Pelas belezas naturais que há em ti,
Como não te amar?
Minha flor do Bugi.
Florânia, 13/05/2008


Maria das Graças Pereira Cruz
Do livro Oceano da Vida


Por Domingos Toscano (Didi)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ETERNAS ELEIÇÕES DAS COISAS DE FLORÂNIA

www.coisasdeflorania.wordepress.com



ATENÇÃO ELEITORES


O Caminho Do Futuro É Prá Já”, todavia para acontecer o amanhã cotamos “Com Deus E O Povo”.


Já foi dito, “Dona Santa Indicou E O Povo Aprovou”, porque nossa “Florânia É Assim: A Experiência De Líderes Forma A Força Jovem”.


Atenção eleitores, levantem e tremulem as bandeiras do 25, do 15, do 22, do 13 e do 14, porém abram bem os seus ouvidos e vejam que só “É Da Gente, Quem Faz Pela Gente”, quem trás “Paz, Amizade E Trabalho”; “Confiança ... E Desenvolvimento”, além da “Mocidade E Inteligência”.


Chegou de uma vez por todas a “Hora De Renovar”, renovar “Sim”, “Pra Mudança Continuar”.


Dessa maneira conclamamos, “Gente Da Gente”: “Vamos Progredir Com Trabalho E Dedicação”, “Votando Neles Estaremos Construindo O Progresso De Florânia”.


Por isso nosso saudoso “Padre Sinval Pede E Agradece Seu Voto”.


E assim será para sempre “Florânia Quatro Vezes Mais Forte”. SÓ DEPENDE DE VOCÊ!


Aqui fica a nossa homenagem aos homens e mulheres que trazem consigo – confiados e votados – a missão de zelar pelo seu POVO e pelas COISAS DE FLORÂNIA.


(As expressões em destaque são os slogans, temas e lemas usadas nas campanhas eleitorais de Florânia, durante um período compreendido de 1968(época da Ditadura Militar) até a última campanha eleitoral(Ano 2008) para o cargo de prefeito municipal).


Texto e Montagem de imagens por Junior Galdino

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A CHUVA E SUA BELEZA NAS COISAS DE FLORÂNIA


"Chove chuva
Chove sem parar
Chove chuva
Chove sem parar..."


Intérprete - Banda Biquini Cavadão



Logo após cair a chuva de ontem, um beija-flor visitou o jardim de Maria de Careca e nos presenteou com essa imagem.



Texto e  fotos - Por Junior Galdino

FRASE DO DIA

"Seja como o sândalo que perfuma o machado que o fere."


(Confúcio)


A previsão do tempo das Coisas de Florânia - HUMOR

As Coisas de Florânia de volta às aulas


Foto: Junior Galdino

AS COISAS DE FLORÂNIA HOMENAGEIA TODOS OS ANJOS DA GUARDA(PROFESSORES) E SEUS ALUNOS DESEJANDO-LHES UM FELIZ INÍCIO DE ANO LETIVO.





SEVERINO MANECO e as Coisas de Florânia

UMA HISTÓRIA DE VIDA


 Severino Azevêdo da Silva, conhecido por Severino Maneco, nasceu em 30 de Agosto de 1910, no Município de Flores, hoje Florânia, Rio Grande do Norte. Brasileiro, semi-alfabetizado, agricultor, filho de José Martins de Azevêdo e Ernestina Francisca da Conceição, pessoas simples, porém dignas.


Casou-se duas vezes: O primeiro casamento com Francisca de Assis, resultou no nascimento de dois filhos: Mário (In Memorium) Aparecida e Solange. Ficou viúvo ainda bem jovem, aos 24 anos de idade. Em seguida, contraiu novo matrimônio, com Maria Vale da Silva, São frutos deste casamento: Silvin (In Memorium), Luiz (In Memorium), Francisquinha, Zezo, Gracinha, Huda, Marize, Raimundo, Wellington, Júnior e Iracílda.


Severino Maneco cuidava bem de sua família, educou seus filhos dentro dos princípios morais e religiosos, católico praticante, participava das palestras na igreja e das missas aos domingos e determinava que, assim como ele, seus filhos também frequentassem a igreja, bem como participassem da liturgia do Cântico e da Cruzada Eucarística.


Foi um bom articulador, tinha a sua filosofia de vida formada dentro das sabedorias e crenças de homem do campo. Gostava de ouvir as notícias do Rádio, principalmente a Voz do Brasil, apreciava Cantadores de Viola, os programas da Rádio Brejuí, especialmente a Missa do Agricultor, e outros na Rádio Rural de Caicó. Gostava das músicas de Roni Von, Jerry Adriane e Nelson Gonçalves. Era uma pessoa séria, mas tinha os seus momentos de diversões.


Também gostava de ouvir as Serenatas de Vicente Guedes, Vinoca e do seu cunhado José Tomé, além de reunir-se com os amigos nas tradicionais vaquejadas, no sítio do seu compadre Quinca Bezerra, neste município. Severino também participava dos leilões nas festas de Nossa Senhora das Graças e São Sebastião e era uma figura sempre presente nas tocatas da Banda de Música e das alvoradas.


Viveu da agricultura e do comércio, este último em sociedade com o seu sogro Cícero Lopes, no local onde hoje funciona o comércio do Sr. Djalma Oliveira. Severino Maneco exercitava o seu trabalho num sítio localizado por trás da Rua Cosme de Abreu.


Homem de chapéu de couro, dotado de apenas um braço, roupa de agricultor, enxada nas costas, e feixes de ração para o gado. Assim eram suas características diárias, exceto os dias de domingo e segundas-feiras, quando exercia as atividades de comércio. A trajetória deste cidadão foi bem clara e visível por todos. As pessoas que iam e vinham do cemitério pela perda de entes queridos encontravam em Severino Maneco sempre uma palavra de conforto, uma ajuda material, um ombro extremamente amigo, pois fazia questão em acompanhar todos os sepultamentos que aconteciam na cidade.


Era uma pessoa caridosa, simples gostava de repartir o que possuía com seus semelhantes. Além de fazer visitas rotineiras às pessoas doentes e idosos abandonados e necessitados. (Referência essa dada por Dona Lecinha Bezerra).


Suas ações generosas eram incondicionadas (nada exigia em troca), devido possuir um grandioso coração a serviço do seu próximo.


Para ele, a família estava acima de tudo, gostava de cuidá-la e preservá-la. Procurou encaminhar seus filhos logo cedo na escola e fez questão que eles recebessem seus ensinamentos e a educação de Dona Nila de Paula Rêgo, no Externato Nossa Senhora das Graças, e em seguida no Grupo escolar Cel. Silvino Bezerra, educandários ali existentes na época. Dizia ele: “o maior presente que vou deixar para vocês é o SABER”.


Por ser tão cuidadoso, algumas vezes se tornava exigente, radical e autoritário, sempre impondo limites na educação dos filhos, para tanto os levava a participar e ajudar no serviço da agricultura e do gado, após chegarem das aulas e cumprirem suas tarefas escolares.


Severino Maneco perdeu o braço direito após um acidente automobilístico ocorrido em 1947, mas não se acomodou e nem tão pouco ficou inoperante. Continuou desempenhando suas atividades no comércio e na agricultura.


Homem leal e honesto não procurou ganhar a vida por meios fáceis e nem ilícitos, fazia tudo que estivesse ao seu alcance com fé e a proteção de DEUS. Muita gente o admirava pela sua coragem tamanha e esforço inigualável, apesar de sua teimosia.


No comércio, atividade que exercia paralelo a agricultura, vendia lenha em Currais Novos, onde abastecia com esse produto o Hospital Padre João Maria e o Abrigo Monsenhor Paulo Herôncio de Melo. Comercializava também peles de animais para a industrialização. Viajava todas as segundas-feiras com frete no “Misto” de seu Chico Moura e no caminhão de seu compadre Laércio Menezes.


Severino Maneco gostava de fazer bons amigos, era uma de suas qualidades. Suas amizades não se restringiram por classe social, não possuía inimigos, era amigo dos amigos e de seus compadres: Antônio Inácio, Antônio Preto, Carneirinho, Chico do Saco, Chico Emídio, Chico Moura, Chico Nobre, Cônego Estanislau, Dr. Geraldo Rufino (Médico de Currais Novos), João Bezerra, Luiz Preto, Manoel de Toinho, Manoel Felix, Mundico, Paulo Bezerra, Seu Campos, Seu Laércio, Vicente Pepé, Zé Lima, Zé Panema etc.


Da amizade com Cônego Estanislau, Dom Delgado, Dom Manoel Tavares (Bispo de Caicó), Padre Cortez e Mundico resultou a compra do sítio, pertencente a Diocese de Caicó. Severino foi priorizado naquela compra, devido à consideração e o respeito que os amigos proprietários da terra tinha por ele.


Foi um homem que trabalho incansavelmente, até o último dia de sua vida. Em 10 de Abril de 1970, quando a seca terrível assolava as terras do Seridó, Florânia estava vivendo em estado de calamidade pública, muitas famílias não tinham o que comer. Neste dia, ele mostrou-se triste e preocupado, diante daquela situação lastimosa.


À tardinha, ao voltar de um trabalho árduo, foi acometido por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em sua residência, recebendo os cuidados emergenciais do Dr. Dirceu Pereira Fontes, médico da cidade, que avaliou o quadro irreversível.


Ao amanhecer no dia 11 de Abril não resistiu e veio a óbito, deixando uma família cheia de tristezas e desesperanças. Com apenas 59 anos de idade, tão jovem ainda, encerrou sua missão aqui na terra para atender ao chamado de DEUS, dando-lhes o descanso na Glória dos Céus.


O maior legado deixado por Severino Azevêdo da Silva foi sua família que continuou vivendo dos seus conselhos e ensinamentos, da sua inesquecível lembrança e amando Florânia.


Severino Maneco foi sinônimo de TRABALHO, AMIZADE, HONRADEZ E PARTILHA.


Por: Maria de Lurdes de Azevêdo Bezerra


Foto1 - Severino Maneco - Arquivo da Família


Foto2 - Maria Vale(esposa de Severino Maneco) - Arquivo da Família

UTILIDADE PÚBLICA das Coisas de Florânia

COMO PRESERVAR AS COISAS DE FLORÂNIA



Foto: Junior Galdino